sexta-feira, 19 de março de 2010

Tecnologia permite casas com controle remoto

Por Thais Rocha

Decidir, através de um comando pelo celular, ou pela internet, se, ao chegar em casa, o morador quer encontrar as luzes acesas, o ar-condicionado ligado, as persianas abertas ou o banho na temperatura ideal ainda pode parecer meio surreal. Mas esta tecnologia acaba de chegar em Salvador. Trata-se do sistema de automação residencial, um luxo que hoje é para poucos, mas que tende a entrar no cotidiano de todos. “Já tínhamos muita tecnologia disponível, mas no dia a dia, as residências continuavam como há 50 anos”, argumenta o empresário Leonardo Senna, sócio e fundador da iHouse, empresa que desenvolveu os sistemas e que trouxe esta opção para a capital baiana.

São comandos como a touchdoor, uma fechadura eletrônica que dispensa o uso de chaves ou cartão magnético. A porta é destravada através da leitura da impressão digital, ou de uma senha. O sistema também mostra qual o horário e o dia das últimas vezes em que a porta foi aberta. Outros sistemas permitem acionar o acender e apagar de luzes, o funcionamento do ar-condicionado e estabelecer comandos específicos para definir a temperatura e o fluxo de água do chuveiro. “Ao final do banho, é possível saber quantos litros de água foram utilizados e estabelecer um programa com maior economia”, explica Leonardo Senna.

O sistema prevê a instalação de diversos equipamentos, que podem custar entre R$ 6 mil a R$ 250 mil, a depender da quantidade de itens a serem automatizados. “O custo depende do pacote que o cliente escolhe, existem várias opções”, comenta Senna. A tendência, porém, é baratear o custo destes sistemas à medida em que forem sendo popularizados. Tendência “Estamos passando por um período de transição quando o assunto é a automação imobiliária”, comentou o chefe de gabinete do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Giesi Nascimento. De acordo com ele, a casa do futuro é aquela que está em constante formação. Nascimento lembra que em um passado recente, os porteiros eletrônicos que permitiam a identificação de quem chega através de câmeras eram considerados luxo para poucos. “Hoje, este sis-tema está popularizado e pode ser visto em todo lugar”, disse.

O representante do Crea- BA considera que os sistemas de automação que são voltados para a segurança tendem a se popularizar com maior velocidade. “Hoje em dia, a busca por segurança virou uma constante, não costumamos medir esforços para isso”, completou. Com o aumento da demanda, a tendência é que os equipamentos passem a custar menos, já que começam a ser produzidos em escala. Além disso, ele destaca que a tendência da classe média optar por condomínios facilita o acesso aos sistemas de automação, já que os custos passam a ser divididos por todos os moradores.

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